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CVV, CVC, CVV2, iCVV e Security Code

Entenda de forma clara e objetiva as diferenças entre CVV, CVC, CVV2 e iCVV, e como esses códigos de segurança funcionam em pagamentos presenciais (chip, NFC, Tap to Phone) e online. Descubra quando cada um é usado e por que o CVV está perdendo relevância nas tecnologias modernas.

12 de fevereiro de 20264 min read

Entenda os códigos de segurança dos cartões e como eles funcionam no mundo físico e digital

Quando falamos de pagamentos com cartão, poucos temas geram tanta confusão quanto os códigos de segurança: CVV, CVC, CVV2, iCVV, Security Code… afinal, são todos iguais? Para que servem? Quando são usados?

Neste artigo, vamos explicar de forma clara e completa como esses códigos funcionam, qual a diferença entre pagamentos presenciais (CP) e online (CNP) e como isso muda conforme a tecnologia: tarja, chip, NFC e Tap to Phone.


O que são os códigos de segurança do cartão?

Todos esses códigos fazem parte de um mesmo conceito: verificar se o cartão é legítimo e reduzir fraude.

Eles foram criados pelas bandeiras (Visa, Mastercard, Amex) para adicionar uma camada extra de segurança às transações, principalmente quando o risco de fraude é maior.

O que muda é:

  • Onde o código está armazenado
  • Se ele é visível ou não
  • Em qual tipo de transação ele pode ser usado

CVV, CVC, CVV2, Security Code: são a mesma coisa?

NomeQuem usaO que é
CVVVisaTermo genérico
CVCMastercardMesmo conceito
CVV2 / CVC2Visa / MastercardCódigo visual para compras online
Security CodeAmex / genéricoNome comercial
iCVVTodasCódigo interno para chip/NFC

Pagamentos online – Card Not Present (CNP)

CVV2 / CVC2 / Security Code

É o código que você digita ao fazer uma compra online.

  • 3 dígitos (Visa/Mastercard) – verso do cartão

  • 4 dígitos (American Express) – frente do cartão

  • Usado em:

  • E-commerce

  • Apps

  • Compras por telefone

Objetivo:

Provar que quem está pagando tem o cartão físico em mãos

Importante

  • Esse código não pode ser armazenado por lojas ou plataformas (regra PCI DSS)
  • Ele é usado apenas no momento da autorização

Pagamentos presenciais – Card Present (CP)

No mundo físico, a segurança funciona de outra forma.

CVV2 em loja física?

Não existe. Em pagamentos presenciais, o CVV2 não é usado.

Isso porque o risco é mitigado por tecnologias mais avançadas.


Tarja magnética (cartões antigos)

CVV1 / CVC1

  • Gravado na tarja magnética
  • Não é visível para o usuário
  • Lido automaticamente pelo terminal
  • Usado apenas em fallback (quando chip falha)

⚠️ A tarja é considerada insegura e está sendo descontinuada em vários países.


Chip EMV (pagamento com contato)

Aqui começa a segurança moderna.

iCVV (Integrated CVV)

  • Substitui o CVV da tarja
  • Fica armazenado no chip
  • Nunca é digitado ou exibido
  • Usado apenas internamente

Criptografia dinâmica

Cada transação gera um criptograma único, que não pode ser reutilizado.

Resultado: Mesmo que alguém copie os dados do cartão, a fraude é bloqueada.


NFC / Pagamento por aproximação

Funciona com a mesma lógica do chip, porém sem contato físico.

  • Usa iCVV

  • Usa criptografia dinâmica

  • Pode ser feito com:

  • Cartão físico

  • Carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay)

CVV2 não é usado, nem solicitado.


Tap to Phone / Tap to Pay

Uma evolução do pagamento presencial.

  • O celular vira a maquininha
  • A transação continua sendo presencial
  • Certificada por padrões internacionais (EMV, PCI)

Segurança usada:

  • iCVV
  • Criptografia dinâmica
  • Proteções do próprio dispositivo

O que não existe aqui:

  • Digitar CVV
  • Tratar como compra online

Comparativo rápido

TecnologiaCVV1CVV2iCVVCriptografia
Tarja magnética
Chip
NFC
Tap to Phone
E-commerce

Por que o CVV está ficando menos importante?

Porque os meios de pagamento evoluíram:

  • Tokenização
  • Carteiras digitais
  • Click to Pay
  • Autenticação forte (3DS, biometria)

Em muitos casos modernos, o CVV nem é mais necessário.


Conclusão

Apesar dos nomes diferentes, os códigos de segurança seguem uma lógica clara:

  • Compras online → CVV2
  • Compras presenciais → chip, NFC, criptografia
  • Tecnologias modernas → menos dependência de códigos visuais

Quanto mais avançada a tecnologia, mais segura a transação — e menor o papel do CVV.